Blog: Agregados em foco

Britagem e peneiramento móveis tornam a construção mais ágil

A construção civil enfrenta vários desafios, inclusive o uso mais intenso da digitalização. Uma das iniciativas mais básicas, no entanto, é tornar a construção mais ágil com uso de equipamentos móveis como britadores e peneiras, inclusive para reciclagem e aproveitamento de resíduos na própria obra. Conheça o assunto em cinco tópicos abaixo.

Areia e brita no próprio canteiro: Toda obra precisa de areia e brita, o que significa que o fornecimento virá de alguma pedreira ou de um produtor de areia próximo. Em alguns casos, essa proximidade não é tanta, o que torna o transporte um dos maiores custos da produção de agregados. Além disso, existem pressões ambientais tanto para os produtores de areia como para os de brita (pedreiras). Em obras complexas como a construção de usinas hidrelétricas ou de grandes rodovias, uma das alternativas é justamente ativar uma planta de britagem dentro do canteiro. Da mesma forma, as próprias pedreiras podem usar novas tecnologias de britagem móvel ou semi-móvel para otimizar sua linha de produção e custos.

Retomada da infraestrutura pode aquecer demanda: De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), existem cerca de 4,7 mil obras paradas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Elas movimentariam – se finalizadas - R$ 135 bilhões de investimentos, dos quais R$ 65 bilhões já foram executados. Ou seja, há um universo potencial de obras que podem usar tecnologias mais ágeis e mais sustentáveis. A instalação de equipamentos dentro da obra evita a movimentação de materiais e ainda possibilita a reciclagem de resíduos, uma iniciativa que vai ao encontro da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Restrições ambientais crescentes às plantas fixas: As pedreiras precisam estar no entorno das cidades, pois trabalham com um produto de baixo valor agregado e cujo custo de transporte pode inviabilizar a venda. Por outro lado, a pressão ambiental para liberar novas licenças de operação é grande. Em resumo: as pedreiras que já tem licença trabalham para ampliar a vida útil de suas operações e também adotar novas tecnologias. As plantas móveis também podem viabilizar rapidamente a ativação de uma britagem temporária para atender a construção de uma rodovia, por exemplo. Uma vez terminada a obra, a planta móvel pode ser transferida, seja para outra obra ou mesmo para uma pedreira local.

Energia é um fator a ser considerado: É hora de fazer as contas. O transporte pode ser o maior custo na produção de areia e brita, mas não é o único. A energia elétrica não só pesa como vem sofrendo aumento. Já as planilhas de custos de uma planta móvel, por sua vez, precisam ser consideradas, mas a flexibilidade pode ser maior: além da energia elétrica convencional, eles podem ser acionados por grupos geradores. Há equipamentos acionados com uso diesel e existem opções híbridas que reduzem a dependência de determinado insumo. Mesmo dentro de uma pedreira, o transporte por caminhões da frente de lavra para a planta de processamento pode ser avaliada com a substituição por uma britagem semi-móvel e com uso de correias transportadoras.

Flexibilidade de escolha de equipamentos: Se a pedreira ou a construtora decidirem pela ativação de uma planta de britagem e peneiramento, se for o caso, móveis, as opções são variadas. Temos equipamentos móveis sob esteiras hidráulicas (lagartas) que se deslocam rapidamente dentro do canteiro e podem ser rebocados em caso de mudança para outro local. Em grandes obras de infraestrutura, por exemplo, é possível montar configurações com equipamentos móveis de britagem e depois instala-se uma planta semi-móvel ou mesmo fixa, dependendo do tempo de execução da obra. Usinas hidrelétricas de grande porte, por exemplo, levam anos para serem concluídas.

 

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