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Blog: Cinco fatos sobre o lítio, o petróleo branco, que você precisa saber.

O lítio faz parte da nossa vida diária, inclusive na indústria farmacológica e cosmética. É na forma de baterias, no entanto, que o metal ganha força e se posiciona como o novo petróleo. O petróleo branco. O Brasil, inclusive, pode ser um player importante nesse jogo, ao identificar seu verdadeiro potencial de reservas, pulando de 0,4% do total mundial para 8%.

  1. A história do lítio começou com um brasileiro: José Bonifácio de Andrade e Silva, o famoso José Bonifácio, deixou o Brasil aos 20 anos e passou outros 36 na Europa, estudando mineralogia. E não perdeu tempo: no final da década de 1790, ele descobriu a petalita, um dos minérios de lítio, na Suécia. Analisada posteriormente pelo cientista Johan Ausgust Arfvedson, ela começaria a história do lítio. O nome do metal vem do grego antigo lithos, que quer dizer pedra, em função de ele ter sido descoberto em uma pedra pelo político e cientista brasileiro. Os fatos estão documentados por John Emsley, professor de química da Universidade de Londres e um dos mais respeitados divulgadores científicos da área. Ponto para o Brasil.
  2. O metal pode mudar a região mais pobre do país: É possível que a população do Vale do Jequitinhonha sinta os efeitos da exploração de lítio. A razão? O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) coordenou uma pesquisa inédita desde 2016 e mostrou que o país, na verdade, 8% das reservas mundiais do metal, um salto em relação aos 0,4% apontados anteriormente pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). É importante lembrar que o USGS não contabilizou os dados a respeito da Bolívia, que é tida como grande potencial. Com o novo mapeamento da CPRM, o Vale do Jequitinhonha passou a ter 45 ocorrências do mineral, sendo 20 delas inéditas, e foi usado como projeto piloto da iniciativa de pesquisa.
  3. Quase mil e uma utilidades: O uso das baterias de íons de lítio mostra o porquê do nome petróleo branco, uma vez que essa tecnologia alimenta dos smartphones mais simples aos carros elétricos. Embora o uso varie por região, a média mundial indica que 46% do lítio seja consumido pelos fabricantes de baterias. O uso crescente nesse tipo de aplicação, aliás, puxou o incremento de produção de 13% em 2017. A segunda maior demanda, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), é na indústria de cerâmica e de vidro (27%). As graxas lubrificantes ficam com 7% do total, seguidas pelos produtores de polímeros, que consomem 5% do lítio mundial. A demanda inclui ainda a moldagem em fundição (4%), tratamento de ar (2) e outros usos (9%).
  4. Por que o lítio é o petróleo branco: Em 1991, a Sony comercializou as primeiras baterias de íons de lítio, inaugurando o mercado voltado para energizar os equipamentos eletrônicos e, agora, para a indústria dos carros elétricos. Ou seja, um mercado de futuro. A escolha da tecnologia de íons de lítio é fácil de ser explicada: a densidade de energia é duas vezes maior do que as baterias tradicionais de níquel-cádmio. Além de causar menos danos ambientais, elas também podem ser recarregadas mais rapidamente. Só um exemplo: se fôssemos usar baterias tradicionais nos nossos celulares precisaríamos de três delas em vez de uma única de íons de lítio.
  5. Produção e preços em alta velocidade: A capacidade de produção de carbonato de lítio vai chegar a 574 mil toneladas métricas em 2022, segundo a agência Bloomberg. Será um salto e tanto em relação às estimadas 329 mil toneladas métricas para 2018. E um pulo ainda maior para as 105 mil toneladas métricas de 2012: um aumento de 446% na década. Os preços, nem é preciso dizer, estão nas alturas e triplicaram nos últimos três anos, chegando a US$ 14,8 mil a tonelada métrica em abril de 2018.

 

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