Blog: Mentes mineradoras
Share to Facebook Share to Twitter Share to Twitter More...

Engenharia em peças gera economia em mineração de ouro

Peças de desgaste personalizadas mostram como a engenharia pode reduzir custos, aumentar a segurança da operação e afetar positivamente a produtividade

A produção de ouro no Brasil é um assunto sério. Os dados mais recentes do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) indicam que o país atingiu aproximadamente 95,4 toneladas em 2016. Em reais, a produção equivaleu a pouco mais de R$ 11,8 bilhões. Além de ganhar na venda do metal precioso, essa indústria também pode colher dividendos reduzindo os custos na etapa de britagem. Com a redução dos custos de britagem, é possível obter uma melhor rentabilidade. E foi exatamente o que aconteceu com uma mineradora local, que investiu na personalização de peças de desgaste. O resultado foi o aumento da vida útil do conjunto de componentes em até 73,7%. O processo contou com a ativa participação da Metso e de sua representante Mintec.

As peças de desgaste foram feitas para se deteriorem no processo de britagem. Mas existe uma lógica. A deterioração deve acontecer de forma regular, permitindo que a troca dos componentes seja feita de forma programada, afetando o mínimo possível a operação. Quanto maior o intervalo de substituição, melhor. Desta forma, ocorrem menos ações de manutenção, diminuindo os riscos e aumentando a produtividade. Com peças originais e ainda, customizadas esse processo pode ser ainda mais otimizado.

Aproveitamento das peças customizadas foi acima do padrão de referência

A britagem opera em três turnos e de forma contínua. O minério de baixa umidade abastece o britador terciário que funciona em sua capacidade máxima. Para a mineradora, o tempo de vida útil das peças é um fator determinante para o processo e, cada ciclo envolve cerca de 10 dias. Apesar de adotar o HP500, fabricado pela Metso, na britagem terciária, a empresa utiliza conjunto de manta e revestimentos de outros dois fabricantes, que vamos chamar de A e B no teste de comparação.

blog-engenharia-em-pecas-gera-economia-em-mineracao-de-ouro-1.jpg

Para demonstrar o desempenho do conjunto manta e revestimento da Metso, foi realizado um teste durante 24 meses na mineradora com o objetivo de melhorar a vida útil das peças em relação ao que é utilizado hoje. Um dos destaques do perfil testado é a geometria do conjunto das peças de desgaste, que operou sem trinca ou quebra. Com isso, atingiu o aproveitamento de 61%, acima dos 50% de valor de referência.

“Nosso foco de melhoria envolveu o desenvolvimento de um perfil especial da manta e do revestimento do bojo dos britadores H500 usados na fase terciária da mineradora”, explica Bruno Miceli, engenheiro de Suporte a Produto na Metso. De acordo com ele, a customização envolveu o uso de uma liga diferenciada na produção das peças, que também passaram a ter uma geometria especial. O desenvolvimento avaliou todas as condições de operação da mineradora.

Aumento de  73,7% e 62,5%

Após a análise dos dados do primeiro teste, foi realizada uma análise de desempenho dos dois fabricantes – A e B. No caso do fabricante A, a Metso adotou o histórico de desempenho da mineradora. Já a avaliação do concorrente B foi executada a quatro mãos durante 16 dias corridos, processando pouco mais de 35,2 mil toneladas de material em quase 230 horas de trabalho. Os dados mostraram uma performance inferior dos concorrentes ao do conjunto customizado desenvolvido pela Metso.

blog-engenharia-em-pecas-gera-economia-em-mineracao-de-ouro-2.jpg

“Apesar de respeitar a espessura crítica, a manta apresentou amassamentos e pequenas trincas, indicando que pode haver problemas metalográficos e químicos”, resume Maciel Messias, chefe de Vendas da Metso, que também participou do processo. De acordo com ele, em função do desempenho, o conjunto do concorrente B apresentou um aproveitamento ruim: 41%, ou seja, abaixo do valor de referência de 50%. “A partir daí calculamos que o número de trocas do conjunto de manta e revestimento seria de 39 para o concorrente B contra 22 do nosso”, argumenta Messias. Considerando esses dados, o aumento de vida útil seria de 73,7% com as peças originais e customizadas.

No caso do fabricante A, o aumento de vida útil seria menor, mas igualmente impactante: 62,5%. O valor foi apurado considerando-se que seriam necessárias 36 trocas de conjuntos contra as 22 substituições de manta e revestimento da Metso.


Blogger

Metso Brasil

Metso no Twitter