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Blog: Tecnologia previne acidentes radioativos no Brasil

Foco são as empresas de reciclagem metálica, cuja maioria no país não adota sistemas de medição de radioatividade dos materiais que recebe, iniciativa diferente da indústria siderúrgica que usa os detectores para garantir que sua produção de aço seja isenta de radiação.

Pouca gente sabe que o maior acidente mundial com alta radiação – fora de usinas nucleares – aconteceu no Brasil. A tragédia envolveu catadores de lixo que abriram um equipamento médico descartado, liberando uma cápsula de Césio 137 na periferia de Goiânia em 1987. Além das mortes e das sequelas para quem foi exposto à radiação e ficou vivo, o incidente exigiu a descontaminação de cerca de 6 mil toneladas de materiais, cujo confinamento está previsto para 300 anos (apenas 30 deles já se passaram). A ameaça de um acidente similar, porém, ainda existe e não deve ser desconsiderada.

“Temos um universo enorme de recicladores e, entre os grandes, apenas dois possuem um sistema de medição de radioatividade, que previne incidentes como os Goiânia”, resume Ricardo Miquelof, engenheiro de Serviços da Metso Recycling para a América do Sul. De acordo com o especialista, o cenário é diferente na indústria siderúrgica. “Um percentual pequeno da produção de aço vem de metais reciclados, mas as plantas têm sistemas de medição”, complementa. Segundo ele, uso de tecnologias de medição de radiação, no entanto, deve ser adotado em qualquer indústria.

Sistemas de detecção combinam portal fixo e dispositivos móveis

Miquelof cita o exemplo da própria Metso, em Sorocaba (SP), que instalou um sistema completo de detecção de radiação. A infraestrutura inclui um portal para avaliação dos caminhões que chegam com matéria-prima, ou seja, produtos metálicos que serão usados na fabricação de equipamentos para os setores de construção e mineração, entre outros. Simplificadamente, o portal é formado por painéis laterais ou superiores, criando um corredor de detecção em tempo real, que inspeciona materiais de alta densidade.

No caso da fábrica da Metso, no interior de São Paulo, a empresa estipulou valores máximos de radiação baseados nos parâmetros da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Com base nos parâmetros da CNEN, a Metso adota o valor de 0,5 uSv/h para a exposição pública máxima à radição. Com isso, o processo começa na entrada da empresa, onde os caminhões de carga passam pelo portal de medição.

Se a carga indicar uma radiação abaixo de 0,4 uSv/h, que é a medida para radiação, o veículo é liberado para entrar na planta da empresa. Entre 0,4 uSv/h e até 0.5 uSv/h, o caminhão é impedido de entrar na fábrica e deve voltar ao fornecedor, pois o limite ainda está dentro do permitido pela CNEN . Se, porém, a medição ultrapassar os 0,5 uSv/h, a Metso retém o veículo e aciona a (CNEN), autarquia responsável pela fiscalização do problema.

 

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Portal de detecção de radiotividade para inspeção de veículos.

 

Tecnologias atuais usam algoritmos sofisticados, mas interface amigável

O foco dos portais é a inspeção de veículos, inclusive os de grande porte. A flexibilidade da tecnologia reside na possibilidade de combinar até oito painéis (laterais e superiores) e em vários tamanhos de painéis (no caso da tecnologia RadComm, representado pela Metso). Apesar de operarem com algoritmos sofisticados para a detecção da radiação, os portais enviam os dados para uma base remota, que transforma os dados em informação gráfica e de fácil intepretação. E mais: a informação pode ser acessada remotamente e compartilhada.

Os aparelhos portáteis, por sua vez, podem ter uma configuração básica ou mais sofisticada. Para serem funcionais, os dispositivos são ergonômicos, têm uma tela de LCD para mostrar rapidamente os resultados de medição e bateria de longa duração, o que dá autonomia ao equipamento. Tecnologicamente, eles combinam alta sensibilidade e alta velocidade de detecção. O resultado é a medição mesmo de índices baixos em materiais enclausurados, seja sucata metálicas, resíduos ou outros de alta densidade.

“Nossos aparelhos móveis podem, inclusive, determinar a distribuição de energia da radiação por região de interesse ou ROI, da sigla em inglês para Region of Interest”. Dispositivos com ROI, segundo ele, aumentam a sensibilidade da detecção, ao reduzir os efeitos adversos da radiação natural no processo de inspeção. “Resumindo, temos soluções fixas ou móveis, que podem ser combinadas ou não, mas o objetivo é o mesmo, evitar outro acidente como o do Césio 137”, finaliza Miquelof.

Para saber mais sobre a tecnologia Radcomm, representada pela Metso com exclusividade no Brasil, entre em contato com um de nossos especialistas no e-mail vendas.brasil@metso.com.

 


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