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Saiba como escolher um fornecedor em mineração

A avaliação de fornecedor precisa ser criteriosa na indústria de mineração. Diferente de outros setores, a instalação de uma mina e de uma planta de processamento geralmente acontece em regiões remotas e com acesso difícil.

E há uma razão para isso: a viabilidade econômica de um projeto mineral depende, entre outros fatores, da qualidade da jazida. E boas jazidas, na grande maioria, ficam em lugares cuja logística é complexa, para dizer o mínimo. Logo, não basta ter um parceiro comprometido. É fundamental que ele tenha inteligência em mineração para atendê-lo e, se possível, antecipe suas demandas.

O site oficial do governo de Queensland, tradicional estado minerador da Austrália, lista os fatores que devem pautar a avaliação de fornecedor: preço, confiabilidade, estabilidade, localização e, inclusive, o conhecimento dos parceiros dos fornecedores. A escolha, porém, não pode ser simplista. O menor preço, necessariamente, não significa o melhor custo benefício. Por outro lado, novas tecnologias como a Internet das Coisas (IoT) tornam o monitoramento remoto uma realidade e podem complementar o atendimento local. Britadores instalados na África podem ser supervisionados a partir de um centro localizado em outro continente. A palavra chave, nesse caso, é colaboração.

Fornecedores podem ser seus consultores o tempo todo

Além da troca, a parceria deve envolver comprometimento. Aqui entram os fatores citados pelos australianos: confiabilidade em atender de fato as demandas, ou seja, estrutura local ou flexível, suporte na língua nativa, equipes com técnicos especializados, capacidade de fornecimento de peças e serviços, entre outros. E como comprovar isso? Simples: conheça o potencial parceiro principalmente a partir de outros clientes atendidos por ele. Referências continuam sendo ainda um ótimo cartão de visita. Experiência em resolver problemas similares aos seus faz a diferença. Em resumo: inteligência em mineração.

 

Checklist: 7 indicadores de baixa performance
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Os fabricantes também são a fonte ideal para treinamento em campo. Lembre-se que um parceiro com longa experiência já enfrentou todo o tipo de desafio e, mais importante, tem um histórico de soluções. Também devem ter testado equipamentos inovadores em situações reais e de laboratório. Por que não aproveitar esse DNA para melhorar a sua operação. As novas tecnologias permitem isso: ao enviar dados de sua operação para o fabricante – dentro de um contrato pré-estabelecido, inclusive com mecanismos de segurança – as mineradoras oferecem inputs para corrigir erros e otimizar a operação. E reciclam conhecimento.

Parceria em mão dupla só acontece entre parceiros comprometidos

A operação adequada, por sua vez, permite que as mineradoras tirem o melhor de seus ativos. E quem conhece mais os equipamentos do que o próprio fornecedor? Esse recurso está disponível mesmo antes da aquisição do ativo. A venda técnica, muitas vezes, inclui uma pesquisa de requisitos por parte do fabricante e a montagem de propostas envolve uma consultoria prévia. É possível utilizar esse recurso, detalhando a presença do parceiro em outros projetos parecidos. Visitar plantas já atendidas pelo potencial fornecedor e conhecer estudos de caso são duas das opções para se avaliar um fabricante.

Os ganhos, aliás, vão além da operação em si e podem ser compartilhados pela equipe de manutenção. É como se você tivesse uma consultoria em tempo real. Ao acessar informações sobre a operação de seus clientes, um fornecedor estruturado pode antecipar não somente as falhas de peça e componentes, como também prever estoques estratégicos na própria mineradora ou em seus centros de atendimento. Não estamos falando em mais ativos estocados e sim em peças e componentes críticos à mão. Menos ativos significa redução de custos.

E, por falar em peças e componentes, a parceria em mão dupla torna viável o suprimento de peças originais, um fator que pesa na operação e na manutenção. A confiabilidade das peças está diretamente ligada ao fato de que elas seguem as características do fabricante, incluindo o design e a composição das ligas de metal. É o mesmo princípio do carro: a troca de óleo usando o aditivo adequado melhora o desempenho e não afeta negativamente outras partes do veículo. Um fornecedor correto poderá, inclusive, indicar componentes similares em casos emergenciais, evitando paradas desnecessárias. Ponto.

Parece complicado? Realmente não é. Veja aqui como a Metso mostrou ser parceira, entre outros, em dois casos reais no Brasil (case da Pedreira Itaquareia) e (caso real de troca de mantas em Jacobina).


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