set 23, 2019 Agregados blog

Britagem e peneiramento móveis tornam a construção mais ágil

Metso Brasil
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A construção civil enfrenta vários desafios, inclusive o uso mais intenso da digitalização. Uma das iniciativas mais básicas, no entanto, é tornar a construção mais ágil com uso de equipamentos móveis como britadores e peneiras, inclusive para reciclagem e aproveitamento de resíduos na própria obra. Conheça o assunto em cinco tópicos abaixo.
A construção mais ágil com uso de equipamentos móveis como britadores e peneiras.
A construção mais ágil com uso de equipamentos móveis como britadores e peneiras.

 

Areia e brita no próprio canteiro

Toda obra precisa de areia e brita, o que significa que o fornecimento virá de alguma pedreira ou de um produtor de areia próximo. Em alguns casos, essa proximidade não é tanta, o que torna o transporte um dos maiores custos da produção de agregados. Além disso, existem pressões ambientais tanto para os produtores de areia como para os de brita (pedreiras). Em obras complexas como a construção de usinas hidrelétricas ou de grandes rodovias, uma das alternativas é justamente ativar uma planta de britagem dentro do canteiro. Da mesma forma, as próprias pedreiras podem usar novas tecnologias de britagem móvel ou semi-móvel para otimizar sua linha de produção e custos.

 

Retomada da infraestrutura pode aquecer demanda

De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), existem cerca de 4,7 mil obras paradas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Elas movimentariam – se finalizadas - R$ 135 bilhões de investimentos, dos quais R$ 65 bilhões já foram executados. Ou seja, há um universo potencial de obras que podem usar tecnologias mais ágeis e mais sustentáveis. A instalação de equipamentos dentro da obra evita a movimentação de materiais e ainda possibilita a reciclagem de resíduos, uma iniciativa que vai ao encontro da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

 

Restrições ambientais crescentes às plantas fixas

As pedreiras precisam estar no entorno das cidades, pois trabalham com um produto de baixo valor agregado e cujo custo de transporte pode inviabilizar a venda. Por outro lado, a pressão ambiental para liberar novas licenças de operação é grande. Em resumo: as pedreiras que já tem licença trabalham para ampliar a vida útil de suas operações e também adotar novas tecnologias. As plantas móveis também podem viabilizar rapidamente a ativação de uma britagem temporária para atender a construção de uma rodovia, por exemplo. Uma vez terminada a obra, a planta móvel pode ser transferida, seja para outra obra ou mesmo para uma pedreira local.

 

Energia é um fator a ser considerado

É hora de fazer as contas. O transporte pode ser o maior custo na produção de areia e brita, mas não é o único. A energia elétrica não só pesa como vem sofrendo aumento. Já as planilhas de custos de uma planta móvel, por sua vez, precisam ser consideradas, mas a flexibilidade pode ser maior: além da energia elétrica convencional, eles podem ser acionados por grupos geradores. Há equipamentos acionados com uso diesel e existem opções híbridas que reduzem a dependência de determinado insumo. Mesmo dentro de uma pedreira, o transporte por caminhões da frente de lavra para a planta de processamento pode ser avaliada com a substituição por uma britagem semi-móvel e com uso de correias transportadoras.

 

Flexibilidade de escolha de equipamentos

Se a pedreira ou a construtora decidirem pela ativação de uma planta de britagem e peneiramento, se for o caso, móveis, as opções são variadas. Temos equipamentos móveis sob esteiras hidráulicas (lagartas) que se deslocam rapidamente dentro do canteiro e podem ser rebocados em caso de mudança para outro local. Em grandes obras de infraestrutura, por exemplo, é possível montar configurações com equipamentos móveis de britagem e depois instala-se uma planta semi-móvel ou mesmo fixa, dependendo do tempo de execução da obra. Usinas hidrelétricas de grande porte, por exemplo, levam anos para serem concluídas.