mar 13, 2020 Agregados blog

Conheça 7 fatos sobre a importância do calcário agrícola no país

Metso Brasil
Metso Brasil
Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), 70% dos solos brasileiros são considerados ácidos. O uso do calcário agrícola para correção dessa acidez é apontada como a tecnologia mais eficiente. Conheça um pouco mais sobre esse mercado e sobre a adição do mineral, também chamada de calagem.

Mais calcário e informação:

Apesar da maior parte dos solos brasileiros serem ácidos, apenas 40% dos produtores agrícolas brasileiros, em geral, conhecem a necessidade da correção da acidez. A informação é da Associação Brasileira dos Produtores de Cal (Abracal), a entidade que congrega a cadeia de produção do mineral para aplicação agrícola. De acordo com a entidade, o consumo deveria seguir o crescimento do uso de fertilizantes na ordem de 2,5 a 3 toneladas de calcário agrícola para cada tonelada de fertilizante. Hoje, a estimativa da Abracal é que a relação esteja entre 1,5 e 2 tonelada de calcário agrícola para cada tonelada de fertilizante.

Não falta calcário agrícola:

Se o uso do mineral ainda está aquém do potencial, não é culpa da oferta. Tecnicamente, as reservas de calcário agrícola estão incluídas nas reservas de calcário como um todo. De acordo com a ANM, o Brasil tem reservas medidas, indicadas e inferidas da ordem de 100 bilhões de toneladas. E mais: se o calcário for usado na produção de corretivo de solos, o produtor pode se utilizar do regime de licenciamento, ou seja, não são necessários trabalhos prévios de pesquisa. A lavra, dessa forma, pode ser imediata. Em 2018 (dado mais recente) o Brasil produziu 43 milhões de toneladas de calcário agrícola.

Quem produz o calcário:

Somente o Acre e o Amapá não produzem calcário agrícola de acordo com a Abracal. Em geral, a produção é consumida dentro de cada estado: a média nacional em 2018 indica que 85% do calcário agrícola lavrado foi consumido regionalmente. Oito estados se destacam pela produção: Mato Grosso (20% da produção total), Minas Gerais (14,6%), Paraná (11,6%), Goiás (11,3%), Tocantins (9,3%), São Paulo (8,8%), Rio Grande do Sul (7,7%) e Mato Grosso do Sul (7,6%). Juntos eles respondem por 91% da produção do mineral usado na correção de solo. A produção, em 2018, aumentou 14,6%.

Por que consumir mais:

Se o agronegócio brasileiro consumisse 90 milhões de toneladas de calcário agrícola por ano, a produtividade poderia ser ampliada em 60% sem precisar de novas áreas. A afirmação é da Abracal e há explicações científicas para o incremento. A calagem eleva o pH e o fornecimento de cálcio e magnésio, além de reduzir os efeitos tóxicos do alumínio, ferro e manganês. O uso do cal também potencializa outros minerais como enxofre e potássio, entre outros. A calagem torna ainda o solo mais agregado, reduzindo efeitos da erosão. O ambiente de neutralidade, resumindo, aumenta a produtividade das plantas.

Que calcário consumir:

De acordo com a ANM, todas as rochas carbonáticas compostas predominantemente por carbonato de cálcio e/ou carbonato de cálcio e magnésio podem ser usados na correção da acidez dos solos. Em outras palavras: calcários, dolomitos e mármores, entre outros, são fonte para a calagem. E independente da relação de óxido de cálcio e óxido de magnésio. No Brasil, geologicamente, as reservas estão distribuídas em praticamente todos os estados e representam centenas de anos de produção nos níveis atuais.

Como usar mais:

Existem atualmente dois programas federais para estimular o uso do calcário agrícola no solo: O Moderagro, conhecido como Programa de Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais, e o Programa ABC, Agricultura de Baixo Carbono. Segundo a ANM, os dois destinam-se a cooperativas e produtores rurais e financiam, de forma indireta, a recuperação dos solos a partir do uso do calcário agrícola. De olho no aumento do consumo, alguns grupos mineradores brasileiros, que já atuam na produção de calcário para outros segmentos, têm projetos de aumentar ou de iniciar a produção de calcário agrícola, segundo a ANM.

Etanol, um exemplo a ser seguido:

As usinas de álcool e açúcar mostraram como o consumo de calcário agrícola pode ser importante. Dados da Abracal indicam que o setor bateu um recorde de utilização da calagem em 2019, aumentando a adoção do calcário em 10,5%. O aumento veio com o maior consumo de etanol como combustível: 32,8 bilhões de litros ou 3,1 bilhões de litros a mais do que em 2018.

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