fev 27, 2020 Agregados blog

Seis dicas para tornar o peneiramento de agregados mais eficiente

Metso Brasil
Metso Brasil
O peneiramento pode ser um gargalo da produção de agregados, mas nem sempre é visto com a devida atenção no Brasil. Casos de pedreiras operando com altas taxas de retorno e contaminação de materiais em suas peneiras não são incomuns, assim como as paralisações em épocas de maior umidade como o período das chuvas. Esses desafios, acredite, podem ser enfrentados com ações relativamente simples. Preparamos o guia abaixo para ajuda-lo no processo. Veja:
Peneira Metso em uma planta de agregados
Muitos apostam apenas na troca das telas, quando o gargalo é a própria peneira.

(DICA 1) Primeiro é preciso medir

Um peneiramento ideal trabalharia, teoricamente, com um índice de eficiência na faixa de 90%. Isso significa dizer que a taxa de retorno, ou seja, a quantidade de material que recircula no processo, é de apenas 10%. Para medir a eficiência, portanto, precisamos avaliar o percentual de contaminantes: materiais que estão fora da faixa granulométrica estabelecida pelos gestores. A medição da eficiência de peneiramento se dá pela coleta do material que alimenta a peneira e dos materiais retidos em cada deck. O procedimento para análise é simples: basta coletar 1m de material na correia de retido e pesar, em laboratório passar o material por uma tela com a mesma abertura da tela do deck, pesar o material passante e dividir pelo peso total da amostra, você terá o percentual de contaminante presente na amostra.

(DICA 2) Analise a alimentação das peneiras

Quando o percentual de contaminantes no produto é muito alto, talvez seja o caso de avaliar as etapas anteriores, incluindo a alimentação. A mudança na malha do primeiro deck, por exemplo, pode desafogar o segundo deck e melhorar o desempenho do peneiramento. A alimentação direta na tela é um erro comum em pedreiras brasileiras e operações eficientes sempre possuem uma caixa de alimentação para receber o impacto. A má distribuição também afeta a eficiência, assim como um fluxo de alimentação muito rápido, o qual não permite a estabilização do material na área de peneiramento. A amplitude é outro ponto de atenção: se o material estiver pulando muito ou sendo lançado para fora da peneira, por exemplo, a amplitude estará alta. Uma boa alimentação permite a passagem mais rápida dos materiais finos logo no início do deck, o que deve fazer com que as telas do segundo deck, mais próximas da alimentação, recebam mais material e se desgastem primeiro. Caso o desgaste no segundo deck esteja se concentrando mais no centro da peneira, a alimentação pode estar com algum problema.

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(DICA 3) Sim, pode ser o equipamento

Apesar de a maioria dos desafios de otimização acontecer por ajustes no peneiramento em si, é possível que a melhoria só aconteça pela substituição das peneiras. E existem exemplos para todos os gostos, desde equipamentos caseiros até os subdimensionados. É o caso da planta de processamento que tenha um britador moderno de alta capacidade, mas que precisa operar abaixo de suas possibilidades porque as peneiras não conseguem processar os materiais. Muitos gestores apostam apenas na troca das telas, quando o gargalo é o próprio equipamento. Avalie a quantidade total de material alimentado pela quantidade de material passante presente na correia de retorno: se o percentual de contaminação for muito elevado, entre em contato com um especialista para avaliar se o tamanho da peneira está adequado.

(DICA 4) Tipo de telas influi no desempenho

Há diversos tipos de telas no mercado, desde as metálicas de aço até as fabricadas em borracha especial flexível e altamente resistentes. Da mesma forma, existem sistemas diferenciados para a fixação. As tecnologias atuais incluem as telas modulares de borracha, cujo tempo de vida útil é maior, assim como sua facilidade de troca, que acontece em menos de 30 minutos e que pode ser executada por apenas um profissional de manutenção. Telas metálicas – pelo seu peso – exigem mais pessoas, além de equipamentos – são pesadas – o que implica ainda uma atenção especial para a segurança do processo. De maneira geral, as telas em borracha costumam durar pelo menos 4 vezes mais que as metálicas de arame. Considere então 6h de tempo gasto na troca da tela metálica, o que significa 24 horas de máquina parada, 72h de mão de obra se forem 3 pessoas envolvidas na troca e 24h menos de produção. Para uma peneira que produz 200t/h isso significa 4.800 toneladas a menos de produção.

(DICA 5) A influência da umidade pode ser minimizada

O peneiramento torna-se crítico em algumas faixas de umidade e a época de chuva intensifica o problema. Inversamente, quanto mais seco o material mais fácil acontece seu peneiramento. É muito comum o material fino grudar nas partículas maiores, mas existem recursos técnicos atuais que minimizam o efeito da umidade na produção de agregados, entre eles a utilização de telas com alta resiliência e de batedores de telas que auxiliam no processo. Os batedores devem ser instalados junto das telas para intensificar o movimento da malha e impedir que as partículas obstruam os furos. Já as telas de borracha flexíveis e modulares permitem, inclusive, um menor tempo de manutenção, além de aumentarem o tempo de produção, evitando paradas desnecessárias. Movimentando o material na pilha de produto é possível verificar a quantidade de finos que ficam por baixo devido à estratificação. Para uma análise mais precisa, a coleta da amostra deve ser feita diretamente na correia.

(DICA 6) Avalie o payback de novas soluções

Coloque seus fornecedores em ação e use a experiência deles para avaliar a adoção de novos componentes como telas, acessórios  e sistemas de fixação. Você também pode calcular o custo das telas, por exemplo, considerando alguns parâmetros: durabilidade do componente, ou seja, quantas horas é a vida média deles, quantidade de trocas, tempo gasto na operação e número de pessoas envolvidas no processo, taxa de produção horária e regime de trabalho, quantidade de dias trabalhados por ano. Com os dados na mão é possível determinar quantas horas por ano você deixou de produzir. Avalie e veja as opções técnicas que reduzem esse tempo e podem ser pagas em curto prazo. 

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