jul 16, 2018 Mineração blog

Como uma manutenção correta pode afetar vida útil das peças de desgaste?

Metso Brasil
Metso Brasil
Imagine um automóvel com um rolamento de roda inadequado. Trata-se de uma peça comum. Se não for a mais indicada, porém, ela vai sobrecarregar, entre outros, os sistemas de freio e de direção.
A manutenção correta pode afetar vida útil das peças de desgaste
A manutenção é uma atividade normal para qualquer equipamento.

 

Em resumo: um problema simples pode afetar componentes complexos. Agora, transfira o mesmo pensamento para um britador. O uso de peças de reposição inadequadas afeta a operação do equipamento e pode levar a paradas constantes em curto espaço de tempo. Casos como esse indicam que a manutenção reativa entrou em campo. E, precisamos tirá-la do jogo.

A preventiva, como o nome diz, antecipa falhas e age para evitá-las, baseando-se numa programação de intervenções. Já a preditiva é a mais sofisticada de todas, pois monitora efetivamente as condições reais de peças e componentes, podendo, inclusive antecipar paradas. Se a preventiva é baseada em ações programadas e recorrentes a preditiva trabalha com análise e previsão.

A primeira consideração em relação à especificação das peças de reposição em britadores é conhecer o tipo de material que está sendo processado. Rochas mais duras vão exigir, por exemplo, itens de desgaste diferentes de um minério mais mole. A consulta ao fabricante é ideal nesses casos, pois ele tem um histórico de aplicação que pode indicar o melhor tipo de aço para o processamento do minério. Priorizar somente o aumento da produção, sem considerar o desgaste ideal é certeza de problema a curto prazo.

E, acredite, existe uma lógica no desgaste. Os revestimentos de aço manganês ilustram bem isso. A principal característica deles é o encruamento, ou seja, o material ganha maior dureza superficial e resistência à abrasão à medida que atritam com o minério. Num britador de mandíbula, por exemplo, a indicação técnica é do giro da mandíbula duas vezes antes de sua troca e não um só. O conhecimento de como o encruamento deve acontecer amplia a vida útil dos componentes e evita a sobrecarga de outras peças, como os rolamentos.

 

Checklist: 7 indicadores de baixa performance
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A adequação da curva granulométrica de alimentação é outro fator que influencia no desgaste do equipamento. Um material mais grosseiro vai causar um desgaste maior na parte superior de britadores cônicos. A solução é lógica: adotar o coeficiente de redução do britador, que é de 1 para 5. Não é preciso ser especialista no equipamento, mas entender que o material será britado adequadamente se for reduzido de tamanho nessa proporção.

O cruzamento de informações básicas, como o tamanho máximo de alimentação do britador cônico com o revestimento padrão adotado para o equipamento, deve ser considerado na operação. À medida que a espessura do revestimento diminui, a alimentação deve ser proporcional. De novo, o desgaste tem uma lógica que, se conhecida, não levará a intervenções recorrentes.

Ter um estoque estratégico de peças de desgaste igualmente é uma ação de manutenção inteligente. Ao mesmo tempo em que evita paralisações alongadas, ele pode ser um indicativo de como está o consumo desse tipo de material. Ou seja, temos métricas diretas se o tempo de vida útil está dentro ou não dos padrões. Se a resposta for sim, nosso processo está afinado. Caso contrário, é hora de parar e avaliar itens como alimentação, treinamento de mão de obra e outros fatores. E virar o jogo a nosso favor.

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