jun 17, 2020 Mineração blog

Gestão de frotas na mineração ainda é parte desafiadora do trabalho

Metso Brasil
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Saiba como começar um plano de gestão de frotas que efetivamente ajude a superar o desafio de gerenciar esses ativos.
A gestão de frotas traz grandes desafios para a mineração, podendo se tornar em um grande centro de custos.

Mesmo com as crises, a indústria minerária brasileira tem grande importância histórica e econômica para o país. Apesar das adversidades que assolam a economia mineral no país, tais como as recentes tragédias envolvendo barragens de grandes mineradoras, o setor ainda é representativo no país. Estima-se que o setor mineral no Brasil, proporciona cerca de 733 mil empregos diretos e 4,06 bilhões de dólares para o PIB nacional.

Veja a seguir como a gestão de frotas traz grandes desafios para o setor, e algumas dicas indispensáveis de como superá-los em seus ativos.

O que é gestão de frotas?

Em suma, gestão de frotas é o processo de supervisão, organização e registro dos diversos pontos da operação. Nesse sentido, ela apresenta diversos níveis: estratégico, operacional e tático, o que geralmente é sintetizado na forma de um Plano de Gestão de Frotas.

O que é um Plano de Gestão de Frotas?

Um Plano de Gestão de Frotas (PGF) é um documento que sumariza as ações que serão tomadas para melhor gestão dos ativos na empresa. Trata-se de uma formalização do alinhamento da gestão de frotas com os objetivos da organização.

Assim, o PGF deve ser desenhado de forma a melhorar e facilitar a gestão. Em hipótese alguma, deve se tornar um documento burocrático ou figurativo, mas sim um referencial para acelerar e efetivar a tomada de decisão.

Como começar um Plano de Gestão de Frotas?

Passo 1 – Diagnosticar a situação atual

O primeiro passo para começar um Plano de Gestão de Frotas é realizar o inventário do que já existe e documentar o que ainda não está registrado. Com isso, é possível traçar um panorama da situação atual da frota e dos funcionários.

Passo 2 – Determinar as necessidades da frota

É muito difícil extrair máxima lucratividade de uma operação de mineração ou de agregados. Caminhões improdutivos tornam a situação ainda mais difícil e, portanto, é preciso ter em mente ações que maximizem a disponibilidade e o desempenho de seus caminhões, reduzindo os custos com serviço e manutenção. Para viabilizar a situação, o gestor de frotas precisa contar com fornecedores que possam oferecer produtos e serviços diferenciados, capazes de manter seus caminhões em plena operação. 

No caso da frota de caminhões, um dos problemas mais recorrente e dispendiosos está ligado à necessidade de reformas constantes na báscula e no chassi, o que tira o caminhão de operação repetidas vezes durante a vida útil da frota, problema este gerado por impactos repetitivos no ato de carregar, descarregar e transportar o material.

Para contornar esse problema o gestor pode levantar alternativas mais eficazes na proteção da báscula com revestimentos que minimizem os impactos, aumentem a vida útil e a disponibilidade de sua frota. É possível encontrar vários tipos de revestimento disponíveis hoje no mercado, inclusive em borracha, que além de proteger o caminhão diminui o ruído, melhorando inclusive o ambiente de trabalho para o operador.

Outras questões com a gestão de frotas na mineração, incluem o uso de tecnologia, tais como Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina, para o desempenho de funções perigosas como o embarque de cargas em navios.

Passo 3 – Definir pontos-chave

Uma frota de mineração abrange vários setores e diferentes frentes de operação. Dessa forma, o gestor precisará compreender o processo produtivo como um todo para gerenciar de forma eficaz. Entre os pontos que precisam estar esclarecidos em um PGF, estão:

  • atribuição e uso de veículos: qual a finalidade do veículo e como ele será usado nas operações;
  • substituição de veículos: como será feita a decisão para a substituição de veículos (serão adquiridos novos ou usados? Como é feita a análise técnica e financeira?);
  • política de abastecimento de frota: onde é adquirido o combustível? Como será feito o uso de combustíveis alternativos e o abastecimento? Terá frentistas nas ilhas ou somente pessoal autorizado?;
  • venda de veículos em excesso ou que não compensam na análise de depreciação: como será feita a venda e onde será feita?;
  • opção de uso de veículo alternativo: se um trator não está funcionando, qual veículo é mais indicado para substituí-lo na atividade?;
  • coleta de dados e relatórios: como é realizado o monitoramento do desempenho e das demandas de manutenção da frota?;
  • padrões de tráfego e rotas alternativas: em geral, as minas contam com um plano de logística, que deve ser consultado pela gestão de frotas para avaliação e determinação de custos operacionais, além de criar processos e procedimentos situacionais para o caso de alteração de cenários (acidentes ou falhas veiculares, por exemplo);
  • cronogramas de manutenção e treinamentos.

Além desses elementos, é recomendável definir responsabilidades. Ou seja, quem é “o dono” daquela área.

Assim, a gestão de frotas na mineração tem impacto significativo na operação e economia mineral. Ou seja, é um dos pontos mais críticos na atividade minerária como um todo. Portanto, realizar um Plano de Gestão de Frotas apropriado é fundamental para assegurar a viabilidade técnica, econômica e a segurança do trabalho dessa atividade.

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