Pedreira do grupo Mineração Fortaleza, do Mato Grosso, cria linha específica com uso da prensa de rolos HRC-8 e equaliza produção de pó de pedra para a agroindústria

Capítulo 1

A primeira planta de agregados brasileira totalmente focada na produção de remineralizadores

A pedreira Britaminas Fortaleza, localizada em Mineiros (MT), é a primeira planta de agregados brasileira totalmente focada na produção de remineralizadores para a agroindústria. Diferentemente de outras pedreiras, ela não produz o pó de pedra para rochagem como um subproduto da brita para construção civil e sim como material principal. A iniciativa aconteceu para atender a demanda da agroindústria do Mato Grosso e inicialmente operava com um moinho de martelos como principal equipamento de produção. Hoje, a companhia adota a prensa de rolos HRC-8, da Metso, que triplicou a produção em relação ao equipamento anterior, mantendo potência de 200 HP.

Capítulo 2

Uma nova perspectiva

Antes de conhecer o HRC-8, o empreendedor acreditava que somente equipamentos tradicionais – como os moinhos de martelo - poderiam ser usados na produção de pó de pedra para a rochagem, como também é conhecida a remineralização. Além de descartar o moinho de martelo, de maior complexidade na operação e manutenção e energeticamente mais demandante, a escolha do HRC-8 reforçou a profissionalização da produção de pó de pedra. Agora, a Britaminas estabilizou a operação, com o fornecimento do remineralizador totalmente abaixo de 1 mm de granulometria e um equipamento com menos desgaste de peças. 

5 mil horas

de economia em peças de desgaste



"Estamos bastante satisfeitos porque o HRC 8 atende a granulometria que o produtor agrícola pede e que vai disponibilizar os minerais presentes no pó de rocha mais rapidamente no solo", resume Abel Fortaleza Filho, diretor da Britaminas. Com a linha de rochagem estabilizada, a pedreira pode atender os produtores de cana de açúcar, soja, milho, eucalipto e pastagem num raio de 200 km, mas já recebeu consultas para fornecer o pó de pedra até para Sinop, cidade do norte do Mato Grosso e fora do eixo inicialmente estabelecido pela companhia.

Estamos bastante satisfeitos porque o HRC 8 atende a granulometria que o produtor agrícola pede e que vai disponibilizar os minerais presentes no pó de rocha mais rapidamente no solo.
Abel Fortaleza Filho, Diretor da Britaminas

Capítulo 3

Por que o nome rochagem?


O nome da técnica vem, é claro, do uso de rochas – fonte natural de minerais – na melhoria dos solos. Também conhecido como remineralização de solos, em função da recomposição mineral, o processo vem sendo desenvolvido desde a década de 1950 no Brasil. A rochagem ganhou um novo status com a regulamentação do seu uso pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em março de 2016. A rochagem é vista como um processo complementar e não substitui os fertilizantes, mas os complementa.

Para poder comercializar o pó de rocha, as empresas precisam se adequar as exigências técnicas do MAPA, com testes que garantem a eficiência agronômica do produto. Outro ponto destacado é a distância entre a fonte de pó de pedra e os potenciais usuários. Na avaliação de especialistas, a produção do pó de pedra deveria estar num raio máximo de 300 km das propriedades rurais para ser economicamente viável.

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Capítulo 4

Nova fronteira para a
produção de agregados

"O HRC 8 é o equipamento ideal para atender essa nova fronteira de produção de agregados", explica Alfredo Maia Reggio, chefe de Vendas da Metso. De acordo com ele, o prensa de rolos é um compactador que produz o pó de pedra com a granulometria adequada à norma do remineralizador de solos determinada pelo MAPA, com ganhos de produção.

Segundo Reggio, o equipamento também contribui para a sustentabilidade da remineralização, pois reduz o consumo de energia em relação ao moinho de martelo e não usa água no processo. Outro ganho ambiental é a redução de ruídos e a possibilidade de adotar uma cultura mais sustentável com uso de produtos naturais como o pó de rocha.

O HRC 8 é o equipamento ideal para atender essa nova fronteira de produção de agregados
Alfredo Maia Reggio, chefe de Vendas da Metso