Empresa foi a primeira do Brasil e uma das primeiras do mundo a adotar o britador cônico MX3 da Metso, recém-lançado na Bauma 2019.

Capítulo 1

Como aumentar a produtividade?

A Calwer Mineração adotou o novo britador cônico MX3, da Metso, para a produção de areia manufaturada na unidade de Botuverá em Santa Catarina. O equipamento é um dos primeiros em operação no mundo que foi apresentado na Bauma 2019, em abril na Alemanha. Instalado desde fevereiro desse ano, o MX3 da Calwer atua na britagem terciária, substituindo com grandes vantagens o britador do tipo VSI anteriormente em operação.  

"Dobramos a produção de areia manufaturada, saindo do patamar de 30/toneladas hora para 60 toneladas/hora e já tivemos picos de produção de até 78 toneladas/hora", explica José Augusto Werner, diretor e fundador da Calwer. De acordo com ele, o consumo de energia foi outro ganho, com uma redução de 70%. No conjunto, o MX3 ainda reduziu em 10 horas a jornada mensal de produção. "Conseguimos produzir mais areia manufatura, em menos tempo e com menor custo de energia", resume o diretor.

 

A automação do MX3 é tão perfeita, que você nem percebe que ele está trabalhando. Você liga e praticamente esquece da operação.
José Augusto Werner, diretor e fundador da Calwer

A escolha do equipamento foi estratégica para a Calwer: com a redução das obras de construção civil, a empresa decidiu reduzir a produção de brita e focar na produção de uma areia manufaturada de melhor qualidade para atender as concreteiras da região. Com o MX3, a pedreira consegue entregar a esses clientes uma areia com uma composição química e física, que permite que eles reduzam 25 reais no metro cúbico do concreto produzido. Além disso, esse concreto ganha uma resistência 5 a 7Mpa, o que eleva sua qualidade. Essas vantagens da areia produzida fazem com que a pedreira consiga uma melhor precificação no mercado.

"Nossos concorrentes de areia de pedra convencional estão, em média, a 30 km das concreteiras, menos da metade da distância da nossa instalação", explica José Augusto. "Mesmo assim conseguimos ser mais competitivos, inclusive num raio de 100 km da planta", complementa o diretor da Calwer. A maior produtividade e a redução do custo de energia, segundo ele, compensam o valor do frete de entrega. Para José Augusto, a margem pode ser ainda maior quando o mercado está aquecido.

"Um grande benefício do MX3 é automação", destaca o diretor. Na unidade de Botuverá a Calwer nomeou apenas um operador para configurar a operação diária e estabelecer padrões de funcionamento. Ele faz os ajustes facilmente, adequando a produção diária ou semanal de acordo com as demandas do mercado. Uma das vantagens é a maior abertura da máquina, o que amplifica a produção e permite os picos de até 78 toneladas/hora já alcançados. "A automação do MX3 é tão perfeita, que você nem percebe que ele está trabalhando. Você liga e praticamente esquece da operação", complementa.

José Augusto Werner destaca ainda que além da alimentação do britador secundário - um o HP200 da Metso - o MX3 vem sendo alimentado com material pré-selecionado na britagem primária, por meio de uma grade, otimizando a produção. Esse processo permite que a pedreira direcione a brita, de pouca demanda, para a fabricação da areia manufaturada, que atende ao mercado que está aquecido e com uma precificação maior. Em termos de layout, a Calwer apenas realizou trocas nas correias transportadoras, distribuindo melhor a alimentação para o equipamento.

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60 ton./hora

com picos de até 78 toneladas/hora

Capítulo 2

Compromisso com o meio ambiente e comunidade

A substituição do VSI pelo MX3 também eliminou a necessidade do uso de água, cuja função no antigo equipamento era diminuir o aquecimento interno do conjunto de mancais; que, entretanto, trazia alguns efeitos colaterais indesejáveis como o aumento da aderência de partículas finas aos grãos e a elevação da umidade do produto. Esta, por sua vez, prejudicava o peneiramento e, consequentemente, a qualidade do produto final. A eliminação da água no processo ainda trouxe um benefício adicional importante em prol da sustentabilidade, que é um dos fatores cruciais nos dias de hoje, e para qual as empresas e os cidadãos em geral devem ter sua atenção voltada.

"Na Calwer temos uma preocupação com a sustentabilidade. Além de se comprometer com a economia de água e energia, fazemos a compensação ambiental da área onde estamos. Quando começamos as operações, não existia nada nas margens do rio que passa ao lado de nossa pedreira, hoje conseguimos recuperar a mata ciliar e podemos observar o retorno da fauna e flora na região", comenta José Augusto.

Outra ação importante está no compromisso com a comunidade. Todos os anos a escola da cidade passa o dia na Calwer estudando o extrativismo mineral, a pedreira abre as portas e recebe os alunos em suas instalações para uma aula em campo o que desperta a curiosidade das crianças e faz com que a pedreira faça sua contribuição social com a educação.

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Capítulo 3

Pedreira se prepara para adquirir o segundo MX3

Em função do sucesso do primeiro MX3 em operação, a pedreira catarinense estuda a aquisição de uma segunda máquina, agora destinada à produção de areia para os mercados de vidro e cerâmica. O novo britador deverá ser instalado na unidade de Lajes, também no estado de Santa Catarina e substituirá três moinhos de martelos. "Hoje, o equipamento atual precisa estar bem monitorado para produzir uma areia com, no máximo, 500 ppm de contaminante de ferro, oriundo do desgaste dos martelos no processo de cominuição e prejudicial na produção de vidro e cerâmica", explica José Augusto. Segundo ele, além da redução deste problema, um novo MX3 otimizará os custos operacionais da planta.

Outra justificativa para a nova aquisição é o menor consumo de material de desgaste e de energia elétrica por tonelada produzida nos cones MX em comparação aos moinhos de martelos, que são máquinas mais indicadas e mais eficientes quando processam materiais de baixa abrasividade.

A Calwer atua no mercado de calcário agrícola, construção civil e atende a concreteiras, cerâmicas, fábricas de vidros e de argamassa da região de Santa Catarina.

Hoje, o equipamento atual precisa estar bem monitorado para produzir uma areia com, no máximo, 500 ppm de contaminante de ferro, oriundo do desgaste dos martelos no processo de cominuição e prejudicial na produção de vidro e cerâmica.
José Augusto Werner, diretor e fundador da Calwer