Pedreira Basalto melhora em 70% o tempo de trocas das ferramentas de penetração de solo (FPS). Com a linha MTG, distribuída pela Metso, o intervalo de troca aumentou de 100 para 170 horas e as quedas dos FPS foram praticamente eliminadas, reduzindo o tempo de paradas para manutenção.

Capítulo 1

A unidade da Pedreira Basalto, em São Paulo, produz 5 mil toneladas por dia de produtos

A unidade em São Paulo, produz produtos de todas as classificações de brita, atuando próximo de um dos maiores centros urbanos e de estradas do país. Hoje, devido aos seus investimentos em infraestrutura, equipamentos e frotas próprias de caminhões, a Basalto é considerada como uma das pedreiras mais importantes do Brasil.

Capítulo 2

Eficiência operacional

Para garantir a eficiência operacional, a pedreira enfrentava um desafio: diminuir o tempo de intervalo da troca das ferramentas de penetração de solo (FPS), que era de 100 horas e, aumentar a segurança de toda a operação.
 
Boa parte das trocas ocorria por desgaste, devido à abrasividade do granito explorado na região. Com isso, as pontas das escavadeiras tornavam-se arredondadas e reduziam a capacidade de penetração no solo. Quando não estavam arredondadas, as pontas despencavam da concha das escavadeiras, devido às folgas no sistema de fixação dos adaptadores. Os dois problemas geravam paradas de produção e riscos operacionais. “Quando o sistema de fixação estava com problema, era comum perdermos pontas e não as encontrarmos na extração.
Elas eram carregadas pelos caminhões até os britadores” “Quando o detector de metal avisava sobre a presença dessas peças, imediatamente fazíamos a parada da britagem para removê-la manualmente”, complementa. Além da parada na linha de britagem, a queda da ponta de escavadeira durante a extração exigia a substituição por outra.
 
O maior problema não era trocar a ponta e sim analisar se o problema estava no sistema de fixação e quando isso era comprovado, a escavadeira era deslocada até o pátio da oficina e a troca durava entre seis a oito horas. “A troca da ponta levava de 10 a 15 minutos, mas muitas vezes o problema estava na fixação e assim, a escavadeira ficava parada por quase oito horas”, explica Tamborlin. 

“Quando o sistema de fixação estava com problema, era comum perdermos pontas e não as encontrarmos na extração. Elas eram carregadas pelos caminhões até os britadores”
Luís Fernando Tamborlin, diretor do Grupo Estrutural, controlador da Basalto

Capítulo 3

Sistema de troca é mais seguro e elimina uso de marretas

Para resolver os problemas a Basalto realizou testes com ferramentas de penetração de solo da MTG – marca representada no Brasil pela Metso – e o resultado foi que as pontas duraram cerca de 70% mais do que as de outro fornecedor adotado pela pedreira. A MTG é uma empresa espanhola que atua no mercado mundial há mais de 60 anos, sendo um dos líderes no segmento.

A unidade onde os testes foram realizados possui uma frota de seis escavadeiras hidráulicas, nas faixas de 38 a 55 toneladas. Todas elas são novas e equipadas com caçambas de 3 e 3,8 m³ e formam par com caminhões rodoviários dotados de caçamba basculante estilo meia-cana.
 
Com a tecnologia da MTG, explica Maria Thereza Müsel, Key Account Sales da Metso Brasil, os problemas com fixação foram reduzidos e a troca das pontas é feita sem o uso de marretas. “A solução da MTG conta com duas peças, um retentor e um pino de travamento, que permitem sua fixação por encaixe. A ponta é encaixada em um adaptador que protege a solda, devido ao seu desenho de projeto, e evita o desgaste inferior e lateral, responsáveis pela folga no adaptador”, diz.
 
“O que pudemos observar no teste da Basalto é que as ferramentas de penetração de solo da MTG permitiram que a troca fosse feita em um intervalo maior, comprovando a melhor resistência da peça, além da segurança que o sistema de fixação oferece à operação”, explica Marcus Zanetti, responsável pela linha MTG na Metso.  “A montagem entre a ponta e o adaptador é feita por um pino cônico, de forma que, mesmo sem uso de ferramentas específicas, é possível realizar a troca da peça sem dificuldade e em poucos minutos”, completa.
Maria Thereza ressalta ainda a preocupação com a segurança dos operadores, por isso o foco na oferta de soluções que ajudem a evitar intervenções humanas em processos de risco. É o caso da eliminação da retirada manual das peças que caem no britador. “Queremos que nossos clientes sejam mais produtivos e que esse aumento da produção seja também sinônimo de segurança para toda a planta e seus operadores”, conclui.

“A montagem entre a ponta e o adaptador é feita por um pino cônico, de forma que, mesmo sem uso de ferramentas específicas, é possível realizar a troca da peça sem dificuldade e em poucos minutos”.
explica Marcus Zanetti, responsável pela linha MTG na Metso.