ago 31, 2018 Mineração blog

Veja como funcionam os tipos de britador existentes

Metso Brasil
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A britagem mecanizada existe há 150 anos e, apesar da diferença entre os equipamentos, tem o mesmo objetivo: reduzir de tamanho uma rocha ou mineral. E, é claro, abastecer o mercado com produtos tão variados como a brita para construção civil e o minério de ferro para o setor siderúrgico.

 

A escolha do melhor britador, por sua vez, depende do material que vai ser processado e de qual é o tamanho a que se deseja reduzi-lo. Simplificando: é com base nisso que os especialistas vão determinar qual a tecnologia mais adequada para uma produção com menos estágios possíveis.

Há duas categorias de equipamentos: os britadores por compressão e os britadores por impacto. Na primeira, podemos incluir os modelos de mandíbula e giratórios e ainda os de rolos. No segundo estariam os vários tipos de britadores de martelo. Outra forma de classificá-los é de acordo com a etapa onde eles estão alocados no processamento. É o caso dos equipamentos de mandíbulas ou giratórios, aplicados na britagem primária, enquanto os cônicos, por exemplo, são indicados a partir da britagem secundária. A especificação pode parecer simples, mas exige técnica e conhecimento.

Britagem primária é para os fortes e duros

O primeiro tipo de britador a aparecer na indústria foi o de mandíbulas. Ele está preparado para reduzir materiais de grande tamanho e opera com alto volume na britagem primária. Pode ser aplicado também com sucesso em operações de reciclagem. A mecânica dele é simples, o que influi na instalação e na manutenção. Como foi projetado para britar rochas de alta dureza, os melhores de sua categoria são aqueles cujos fabricantes conhecem a fundo a metalurgia. Em resumo: é um peso pesado.

 

Checklist: 7 indicadores de baixa performance
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As mudanças também podem acontecer a partir de famílias similares, caso dos britadores giratórios e dos cônicos, outro sucesso da história da construção há mais de 100 anos. Quando apareceram os primeiros giratórios, eles foram logo seguidos pelos cônicos na linha de tempo. Ambos operam com uma caixa de britagem que acopla um cone com movimento excêntrico e um manto fixo. As diferenças ficam por conta da geometria da câmara e inclinação do eixo cônico. O principal diferenciador, no entanto, é o volume processado, com os giratórios tendo maior capacidade.

Instalações de britagem começam no século XIX e avançam para as plantas de hoje

Depois de quebrarem muita pedra em aplicações pontuais, os fornecedores de matéria prima perceberam que podiam se beneficiar de uma linha industrial. Com isso, as primeiras plantas de britagem nasceram com um britador e seus complementos, incluindo elevador, peneira e silos de armazenamento. Isso nos Estados Unidos já no século XX, segundo Norwill. Na Europa, o processo envolvia motor e britador e, sem dúvida, muitos serviços manuais. Os cônicos ganharam espaço, principalmente com a criação dos modelos hidráulicos, com ajustes na abertura da boca de alimentação e com a possibilidade de expelir materiais não-britáveis.

As plantas de processamento mineral, aliás, podem adotar outros tipos de britadores cujo princípio de funcionamento foi pensado ainda nos anos de 1800. São os modelos de rolos, inventado na Inglaterra em 1806, e os de impacto, também conhecidos como de martelos. O primeiro quebra as rochas pela compressão e cisalhamento entre os rolos. Já a força do britador de martelos é de impacto. E a “personalidade deles” pauta a aplicação: o equipamento de rolos é usado, geralmente para materiais frágeis, enquanto os de impacto não devem ser especificados para o processamento de rochas abrasivas, em função do alto desgaste.

Menos custos e maior capacidade dão o tom atual da britagem

Nas últimas décadas, a evolução dos britadores acontece com a redução de custos, aumento de produção e maior eficiência energética. Na prática, estamos falando de britadores giratórios com maior facilidade de instalação e maior capacidade, inclusive concorrendo com os de mandíbulas. Esses últimos, por sua vez, também cresceram em capacidade de produção e tiveram sistemas de lubrificação, entre outros, aperfeiçoados.

Os cônicos tornaram-se cada vez mais automáticos e não se restringem ao processamento de rochas duras. As simulações em computadores melhoram a escolha dos modelos, usando dados reais do minério ou rocha que será processado, e a automatização corrige e ajusta, em tempo real, a operação de britagem no dia a dia. Pra resumir: o hardware evoluiu sim, mas é o software vem ditando as novas mudanças na britagem.

 

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