A boa notícia é que, com intervenções técnicas bem planejadas, é possível aumentar significativamente a capacidade da retomadora, melhorar sua eficiência mecânica e ainda reduzir o tempo de manutenção. Em experiências do setor, intervenções desse tipo já permitiram ganhos de até 56% na capacidade operacional e reduções de 50% no tempo de manutenção, sempre combinando engenharia, substituição de componentes e execuções de alta complexidade.
Neste artigo, reunimos as principais boas práticas e estratégias para otimizar o desempenho de retomadoras.
1. Comece pelo diagnóstico: entenda os limites atuais do equipamento
Antes de qualquer intervenção, é essencial analisar:
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capacidade nominal vs. capacidade real;
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estado da roda de caçambas;
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desempenho do sistema de acionamento;
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estrutura, desgaste e folgas existentes;
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tempo de manutenção exigido em cada parada.
Essa etapa orienta todo o processo e ajuda a identificar onde estão os principais gargalos.
2. Revisão e otimização da roda de caçambas
A roda de caçambas é um dos elementos que mais influenciam a capacidade de retomada. Ajustes que podem elevar sua performance incluem:
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substituição por rodas com geometrias otimizadas;
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atualização do número de caçambas;
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melhoria do perfil estrutural;
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ajuste da velocidade de operação.
Em projetos de referência no setor, mudanças estruturais e na área da roda de caçambas contribuíram para elevar a capacidade de 1.675 t/h para 2.625 t/h, representando o já citado aumento de 56% na taxa de retomada.
3. Atualizar mancais e eixos para simplificar manutenção e evitar retrabalho
A manutenção da roda de caçambas costuma exigir desmontagens longas e complexas. Uma prática eficaz para reduzir significativamente o tempo de manutenção é substituir:
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mancais convencionais → por mancais bipartidos
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eixos tradicionais → por eixos com flange
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redutores antigos → por modelos repotenciados ou configurados para melhor acessibilidade
Esse tipo de modernização já permitiu reduzir 50% do tempo de manutenção, aumentando a disponibilidade e diminuindo o risco de longas paradas não planejadas.
4. Repotencialização do sistema de acionamento
O redutor planetário desempenha papel fundamental no torque e no desempenho da retomadora. Em muitos equipamentos, a Repotencialização envolve:
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inclusão de suportes reforçados;
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eliminação de eixos ocos e discos de contração (que dificultam manutenção);
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adoção de saídas flangeadas;
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alterações para suportar maiores cargas e velocidades.
Essa mudança torna o acionamento mais eficiente, robusto e fácil de manter.
5. Planejamento de rigging e movimentação de grandes componentes
Intervenções desse nível exigem, muitas vezes, a remoção de contrapesos de grande porte - alguns conjuntos podem chegar a mais de 270 toneladas.
Esse processo envolve:
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criação de áreas específicas para movimento e armazenagem;
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escavação de valas ou plataformas para posicionamento seguro;
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definição precisa do plano de rigging;
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uso de guindastes de alta capacidade;
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controle detalhado das cargas.
Um bom plano de movimentação é determinante para garantir segurança e cumprir prazos.
6. Execução integrada: Engenharia + Peças + Serviços
Projetos de aumento de capacidade costumam ser desafiadores e exigem integração total entre as áreas:
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Engenharia - analisa cargas, reprojeta componentes e cria bases novas.
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Fabricação - produz peças reforçadas e sistemas atualizados.
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Campo - executa desmontagem, montagem e comissionamento.