A Exposibram 2026, principal evento da mineração brasileira, contou com a participação da Metso de duas formas: um estande na área externa e a presença dos diretores Ricardo Takeda e Luís Mascarenhas na programação do congresso paralelo à exposição.
Takeda, diretor Comercial, foi um dos convidados para a mesa redonda que discutiu a cooperação e a cadeia de valor sustentável do cobre, uma iniciativa de avaliar o relacionamento dos produtores brasileiros e os consumidores de concentrado de cobre na União Europeia (UE). A discussão destacou a parceria estratégica, uma vez que o Brasil é o principal fornecedor do insumo para a UE.
Ele ressaltou que novas tecnologias podem ajudar a fortalecer a cadeia de valor. No caso do beneficiamento e processamento de minérios, Takeda apontou a otimização dos sistemas de moagem e a automação já existentes nas operações de cobre no Brasil. O diretor também destacou o lançamento de tecnologias voltadas para a flotação de ultrafinos e também de grossos. O objetivo é aumentar a taxa de recuperação mineral do concentrado de cobre e estender a viabilidade de depósitos complexos.
O executivo mostrou ainda que a digitalização pode contribuir na indústria do cobre, com recursos como o controle otimizado de britagem, moagem e flotação por meio de câmeras inteligentes, sensores de granulometria e analisadores químicos em tempo real. Com olhar no futuro, os gêmeos digitais como o Geminex da Metso têm a capacidade de simular os cenários operacionais, antecipar falhas nos equipamentos e buscar a operação ótima nas plantas industriais.
Já o monitoramento contínuo, por meio de centros de operação remota, ajuda a reduzir a necessidade de deslocamento em campo e diminui a exposição de profissionais a áreas de risco nos sites de mineração, além de atuar proativamente nas manutenções preditivas, afim de aumentar a produtividade e a confiabilidade dos ativos.
A digitalização igualmente pode ser usada para a requalificação de mão de obra. É o caso dos simuladores. Trata-se de uma técnica imersiva e segura, já amplamente usada na aviação para treinar pilotos, que permite que os operadores passem por horas de capacitação e simulação em ambiente virtual de sala de controle, antes de atuar na planta física, nas salas de controle operacional. Esses simuladores fazem parte do Metso Academy, destacou Takeda.