O especialista lembra que os espessadores parecem equipamentos simples, mas têm peculiaridades que tornam a manutenção mais complexa. A primeira delas é o processo de avaliação in loco só pode começar depois do esvaziamento dos tanques, quando as equipes de manutenção acessam os componentes.
“Apesar de atuar num mesmo espessador, não é possível fazer as inspeções e atuações no lado superior e inferior ao mesmo tempo, o que demanda uma organização precisa”, continua Bezerra.
Segundo ele, toda as atividades de manutenção foram mapeadas pelo cliente, mas é comum que ajustes precisem ser realizados ao longo da parada. Isso foi especialmente destacado no contrato, uma vez que a parada envolveu modernizações e reforço de estruturas nos cinco tanques.
Com cinco frentes simultâneas, a Metso atendeu a demanda da mineradora dentro dos 15 dias programados para reativar os espessadores. Para o gerente sênior da Metso, os últimos 4 dias do serviço foram os mais críticos, pois envolveram o realinhamento dos equipamentos.
“O nivelamento dos componentes é uma etapa sensível. Apesar de serem grandes tanques, a tolerância para desalinhamentos é mínima, em nível de milímetros, de forma a evitar falhas de operação nos próximos cinco anos”, detalha.
Bezerra destaca ainda que o projeto recém encerrado superou a meta da Metso em retornar ao mercado de serviços de campo na área de espessadores. Esse é um dos nichos estabelecidos pela companhia para a expansão de serviços.
Tradicional player em paradas programadas de moinhos, a Metso também vai ampliar sua penetração em máquinas de movimentação de pátio, tanto em mineradoras como em atividades portuárias.
Nos últimos cinco anos, a empresa triplicou seu faturamento nesse tipo de atividade, a partir do momento e em que definiu sua participação em contratos de grande complexidade.