Casos como o da G Mining, no projeto Tocantinzinho, da PA Gold, com a Mina Paraíba, e de outras empresas como Ero Copper, na mina de Nova Xavantina, e da Pan American Silver, em sua operação de Jacobina, ilustram a agilidade dos novos projetos e expansões em território nacional.
Também é o exemplo da Amapá Minerals, que inclusive fez sua abertura de mercado na bolsa de Toronto para avançar com a exploração subterrânea de sua mina no estado nortista.
Desafio de suprimentos e mão de obra
Embora os projetos já existentes ou brownfield sejam atrativos em termos de tempo de retomada, a mineração do ouro no Brasil enfrenta alguns desafios, sendo o principal gargalo a escassez de mão de obra qualificada, especialmente para a lavra subterrânea mecanizada.
Importante: dados divulgados no seminário da Brasil Mineral indicam que haveria pelo menos seis novas minas subterrâneas sendo abertas no país.
A competição por profissionais é acirrada, inclusive, pelos altos salários do garimpo informal e pela queda no ingresso acadêmico nos cursos de engenharia de minas e geologia no Brasil (de 32 mil alunos em 2013 para 7 mil em 2024). Isso exige programas de capacitação local e parcerias educacionais.
Somam-se a isso os desafios logísticos na cadeia de suprimentos. Em regiões remotas, o prazo entre o pedido e a entrega de peças de reposição é grande. A alta abrasividade de certos minérios, por sua vez, acelera o desgaste de componentes como brocas, revestimentos em geral e corpos moedores, exigindo estoques preventivos robustos para evitar paradas não planejadas.
Rastreabilidade do metal
Paralelamente aos insumos, a conformidade socioambiental e a rastreabilidade tornaram-se prioridades estratégicas. Estima-se que cerca de 40% do ouro produzido no país ainda seja oriundo da informalidade ou ilegalidade. Para blindar a cadeia, as mineradoras formais têm adotado certificações internacionais e mecanismos de controle, em colaboração com a Receita Federal e com a Polícia Federal.
No âmbito social, o conceito de ouro responsável tem substituído a postura de confronto pelo diálogo em áreas com presença de garimpo legal. Ações como os acordos de anuência firmados pela G Mining com cooperativas de garimpeiros no projeto Gurupi mostram que apoiar a regularização ambiental e a emissão de permissões de lavra garimpeira (PLG) reduz conflitos e garante a licença social para operar.
Para respaldar a eficiência e a sustentabilidade das operações em todas as etapas da cadeia, a escolha de parceiros também é fundamental.
Tecnologias para recuperação de ouro
No caso da Metso, o portfólio tecnológico é abrangente e inclui todas as etapas de processamento. Para minérios refratários, a empresa oferece tecnologias proprietárias como o processo BIOX, que destrói sulfetos antes da cianetação, e plantas de oxidação sob pressão (POX) com autoclaves OKTOP.