Mineração
Publicado out 9, 2026

Alta do ouro promove retomada de projetos no Brasil, mas exige soluções focadas

Portfólio integrado da Metso pode acelerar a reativação de minas com o apoio da digitalização.
Ouro

A alta do ouro nos mercados internacionais atingiu seu ápice no primeiro semestre deste ano, chegando a US$ 4.690 por onça. O nível inédito de precificação transformou ativos minerais brasileiros, antes considerados inviáveis, em oportunidades lucrativas. Prova disso é que 52% dos investimentos atuais em geologia no Brasil estão concentrados na exploração de ouro.

Os dados acima foram apresentados no seminário “Além das Onças: presente e futuro dos projetos de ouro no Brasil”, promovido pela revista Brasil Mineral e patrocinado pela Metso.

Seminário Além das Onças Brasil Mineral
Seminário Além das Onças Brasil Mineral, evento realizado em 22 de Setembro de 2026

Casos como o da G Mining, no projeto Tocantinzinho, da PA Gold, com a Mina Paraíba, e de outras empresas como Ero Copper, na mina de Nova Xavantina, e da Pan American Silver, em sua operação de Jacobina, ilustram a agilidade dos novos projetos e expansões em território nacional.

Também é o exemplo da Amapá Minerals, que inclusive fez sua abertura de mercado na bolsa de Toronto para avançar com a exploração subterrânea de sua mina no estado nortista.

Desafio de suprimentos e mão de obra

Embora os projetos já existentes ou brownfield sejam atrativos em termos de tempo de retomada, a mineração do ouro no Brasil enfrenta alguns desafios, sendo o principal gargalo a escassez de mão de obra qualificada, especialmente para a lavra subterrânea mecanizada.

Importante: dados divulgados no seminário da Brasil Mineral indicam que haveria pelo menos seis novas minas subterrâneas sendo abertas no país.

A competição por profissionais é acirrada, inclusive, pelos altos salários do garimpo informal e pela queda no ingresso acadêmico nos cursos de engenharia de minas e geologia no Brasil (de 32 mil alunos em 2013 para 7 mil em 2024). Isso exige programas de capacitação local e parcerias educacionais.

Somam-se a isso os desafios logísticos na cadeia de suprimentos. Em regiões remotas, o prazo entre o pedido e a entrega de peças de reposição é grande. A alta abrasividade de certos minérios, por sua vez, acelera o desgaste de componentes como brocas, revestimentos em geral e corpos moedores, exigindo estoques preventivos robustos para evitar paradas não planejadas.

Rastreabilidade do metal

Paralelamente aos insumos, a conformidade socioambiental e a rastreabilidade tornaram-se prioridades estratégicas. Estima-se que cerca de 40% do ouro produzido no país ainda seja oriundo da informalidade ou ilegalidade. Para blindar a cadeia, as mineradoras formais têm adotado certificações internacionais e mecanismos de controle, em colaboração com a Receita Federal e com a Polícia Federal.

No âmbito social, o conceito de ouro responsável tem substituído a postura de confronto pelo diálogo em áreas com presença de garimpo legal. Ações como os acordos de anuência firmados pela G Mining com cooperativas de garimpeiros no projeto Gurupi mostram que apoiar a regularização ambiental e a emissão de permissões de lavra garimpeira (PLG) reduz conflitos e garante a licença social para operar.

Para respaldar a eficiência e a sustentabilidade das operações em todas as etapas da cadeia, a escolha de parceiros também é fundamental.

Tecnologias para recuperação de ouro

No caso da Metso, o portfólio tecnológico é abrangente e inclui todas as etapas de processamento. Para minérios refratários, a empresa oferece tecnologias proprietárias como o processo BIOX, que destrói sulfetos antes da cianetação, e plantas de oxidação sob pressão (POX) com autoclaves OKTOP.

Circuito Vertimill e HRCe HPGR
Circuito Vertimill e HRCe HPGR

Nas etapas de cominuição, a empresa conta com um portfólio completo e soluções modulares de britagem, além de equipamentos energeticamente eficientes como a prensa de rolos HRC HPGRTM, os moinhos verticais modelos Vertimill  e HigMill que proporcionam até 35% de economia de energia. Além deles, a Metso tem forte atuação na etapa de flotação, com o recente lançamento da célula de flotação Concorde Cell, capaz de recuperar minério contido nas lamas. A oferta de soluções se amplia para as fases de desaguamento, espessamento e filtragem.

No controle de processo em tempo real, os analisadores online Courier® 6G SL medem o teor de ouro diretamente nos fluxos do processo (até 0,2 g/t), otimizando a recuperação.

Combinados aos analisadores online de granulometria da polpa PSI®, a Metso oferece o controle avançado de processo (APC) com seu supersoftware OCS-4D que, somado ao portfólio digital possibilita a integração do processo das usinas ao gêmeo digital Geminex™. O resultado dessa combinação é a maior eficiência no processo, maior recuperação metálica, além da redução da pegada de carbono, impulsionando minas mais eficientes e alinhadas aos padrões socioambientais e de governança (ESG).

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