Instalado em janeiro de 2024, o projeto utiliza 160 sensores e oito gateways para acompanhar em tempo real variáveis como vibração e temperatura. Desde então, a mineradora atingiu 98% de confiabilidade nos equipamentos monitorados e evitou mais de R$ 3,1 milhões em manutenção corretiva, além de antecipar 20 casos de falhas potenciais antes que se transformassem em paradas inesperadas.
Tecnologia aliada à mudança cultural
Para a CSN, o maior desafio não esteve na tecnologia, mas na cultura organizacional. Segundo Thiago Januário Santos Vale, coordenador do projeto na época e hoje, Gerente de Filtragem e Carregamento na CSN, o diferencial do projeto foi a capacidade da equipe de transformar informações em ação.
“Não existe modernização se a informação gerada não for consumida. O que fizemos diferente foi criar uma estrutura capaz de interpretar e reagir aos dados diariamente”, afirma.
A mudança exigiu revisão de processos, treinamento de equipes e integração entre áreas. Com isso, atividades de manutenção deixaram de ser reativas e passaram a ser planejadas com antecedência, reduzindo paradas emergenciais e aumentando a eficiência operacional.