O projeto também cria uma destinação de maior valor para materiais provenientes das operações de agregados da WW Britagem. Em vez de serem descartados, esses materiais podem ser transformados em produtos para uso agrícola, reduzindo desperdícios e evitando custos de disposição. Dessa forma, o projeto coloca a circularidade em prática ao conectar fluxos de materiais da produção de agregados à cadeia produtiva do agronegócio brasileiro. O investimento também gerou empregos diretos e indiretos na região de Ituiutaba e contribuiu para o desenvolvimento de novas competências técnicas entre profissionais locais.
"Este é um exemplo prático de circularidade. Estamos dando uma nova aplicação a materiais oriundos da produção de agregados e resíduos da construção civil para fabricar insumos agrícolas. A combinação da tecnologia de rolos de moagem de alta pressão (HPGR) com as peneiras de alta frequência Ty Hummer™ torna isso possível em um circuito compacto, projetado para operar de forma eficiente, utilizando menos recursos e com menor impacto ambiental", afirma Alfredo Reggio, Especialista em Remineralização da Metso.
Do ponto de vista agronômico, o remineralizador à base de basalto produzido pela WW Britagem ajuda na correção da acidez do solo, fornece potássio acima do limite mínimo exigido para comercialização pelo Ministério da Agricultura e disponibiliza silício, elemento que pode contribuir para aumentar a resistência das plantas ao déficit hídrico, pragas e patógenos. A empresa também está desenvolvendo produtos derivados, como o Agrosilicon, além de opções de fornecimento a granel e em embalagens para diferentes segmentos de mercado.
Com a planta em operação, a WW Britagem vem atraindo o interesse de produtores rurais e estruturando futuros contratos de fornecimento e reservas de lotes. O crescimento do mercado de remineralizadores também é impulsionado por linhas de financiamento verde e crédito agrícola disponíveis aos produtores brasileiros, ampliando as oportunidades para utilização desses produtos.
Enquanto a empresa segue realizando estudos granulométricos alinhados ao Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), a iniciativa poderá futuramente abrir oportunidades relacionadas à geração de créditos de carbono por meio do sequestro biológico de CO₂ em solos recuperados.